American Tribal Style (ATS)

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É um método de dança dentro do estilo Tribal Bellydance (Dança Tribal) criado pela diretora do grupo FatChanceBellyDance®, Carolena Nericcio em meados dos anos 80, na Califórnia.

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Tabela de conteúdo

Histórico

Em 1974, Carolena Nericcio começou a ter aulas de Dança do Ventre com Masha Archer e a San Francisco Classic Dance Troupe. Mascha Archer foi uma ex-aluna de Jamila Salimpour – que já havia dado início ao que hoje chamamos de Tribal Bellydance (Dança Tribal). Com o fim da San Francisco Classic Dance Troupe, em 1987, Carolena começou a dar aulas em um pequeno estúdio em Noe Valley – Califórnia.

Na época estava em curso o Movimento Moderno Primitivo, com toda a influência do body modification. Carolena, que era jovem e adepta a este estilo de vida alternativo, consequentemente acabou atraindo muitas pessoas jovens que se identificavam com seu estilo e sua dança, que rompia com os padrões estéticos da Dança do Ventre.

Com o crescente interesse por suas aulas, Carolena logo formou um grupo de dança, que recebeu o nome de FatChanceBellyDance®. O nome surgiu de uma brincadeira, uma rima sugerida por um amigo, já que às vezes após as apresentações de dança do ventre alguns homens fazem propostas de shows particulares para as bailarinas. Neste caso, a rima FatChanceBellyDance® seria uma resposta a este tipo de proposta. Fat chance em inglês significa sem chance, ou seja, a resposta transmitiria a seguinte ideia sem chance de um show particular.

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O grupo 'FatChanceBellyDance® inaugurou um novas possibilidades dentro da Dança do Ventre e ganhou muitos amantes e adeptos, porém também recebeu muitas críticas por fugirem muito das tradições. Por isso, para desvincular seu estilo de dança de danças tradicionais do Oriente e ter mais liberdade de criação, Carolena passou a chamar o que fazia de American Tribal Style® ou ATS®. A palavra american foi proposital para deixar claro se tratar de uma invenção americana e não uma dança tradicional ou folclórica.

Com o tempo o grupo foi se aperfeiçoando e devido aos convites imprevisíveis e casuais para apresentações, bem como o fato de por muitas vezes não terem acesso à informações sobre o espaço de apresentação, desenvolveram uma técnica de improvisação que recebeu o nome de improvisação coordenada, que é a principal característica do American Tribal Style®.

O American Tribal Style® se solidificou e hoje é a base de tudo que se desenvolveu e ainda se desenvolve acerca de Tribal Bellydance (Dança Tribal).

Características da dança

Improvisação Coordenada

Devido a falta de acesso a informações sobre os locais de apresentação e pela casualidade das mesmas, Carolena Nericcio criou a improvisação coordenada, que consiste numa técnica de sinalização prévia do movimento, ou seja, existe um repertório de movimentos pré-estabelecidos onde cada um destes ou cada combinação possui uma sinalização prévia, os chamados keys. A liderança do grupo, que se reveza a qualquer instante entre as dançarinas, emite um código (keys) e todas as demais executam o movimento ao mesmo tempo dando a ideia de uma coreografia, quando na verdade é um tipo de improvisação.

Esta sinalização pode ser feita através de um movimento de cabeça, de mãos (os chamados floreios), ou uma inclinação do corpo, porém é feito sempre na parte superior do corpo para que as demais dançarinas possam visualizar o gesto da líder. Esta técnica é a principal característica do American Tribal Style®

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Formação

O conceito básico para a formação do ATS® é a líder à esquerda do palco e demais bailarinas à direita. Porém existem muitas outras formações mais complexas onde o grupo pode se dividir ou fazer rodas.


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O ATS® é realizado também em duetos, trios, e quartetos e até grupos maiores. Quando o grupo é grande costuma-se fazer um coro, uma meia lua de dançarinos no fundo do palco que assistem e fazem pequenos movimentos enquanto outros bailarinos se apresentam no centro.

Movimentos

Os movimentos do American Tribal Style® são classificados como rítmicos e arrítmicos. Como os nomes sugerem, os primeiros são aqueles que seguem o ritmo e as batidas da música. Geralmente são movimentos bem marcados e mais energéticos. Já os segundos são aqueles que não acompanham o ritmo da música, sendo geralmente movimentos mais lentos e sinuosos.

De modo geral os movimentos possuem uma estrutura muito forte de movimentos de quadril, ondulações, batidas, tremidos (shimmies), braços sempre muito bem marcados, postura forte, com influências de flamenco, danças indianas e danças das tribos nômades do Oriente Médio.

Trajes

Os trajes de ATS® são marcados por sobreposições de peças de roupa e adereços. Saias muito rodadas cheias de camadas e babados, lenços sobrepostos, cinturões com metais, miçangas e borlas e ainda sob as saias, calças bufantes. Na parte superior, choli sobreposto por sutiã de moedas ou bordado.

De adereços, tudo que tiver uma atmosfera étnica e antiga. Cordões, braceletes, brincos, metais envelhecidos e exagerados.

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Música

O ATS® geralmente utiliza música folclórica do Oriente Médio, do Norte Africano e outros. Não há regras rígidas sobre que música é apropriado para ATS®.

Um marco muito importante no ATS® é o uso contínuo de snujs (címbalos de metal – como pequenos pratos – usados um par em cada mão, onde um se prende ao dedo médio e o outro no polegar) para acompanhar a música enquanto se dança.

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Ver Também

Tribal Bellydance (Dança Tribal)

Tribal Fusion Bellydance


Referências

FatChanceBellyDance® Website

FatChanceBellydance®: Director's cut. Disponível em: fcbdblog.blogspot.com.br Acesso26 de agosto de 2013.

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