Gedam

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Grupo Espaço de Dança do Amazonas – GEDAM


Sob a sigla Gedam, o projeto resistiu à ação do tempo, mantendo-se atuante até os dias atuais, apesar da alta rotatividade dos membros, os quais em sua grande maioria vão em busca de aperfeiçoamento nos grandes centros do país, como Francisco Rider, Marcos Veniciu, Jaime Tribuzzy, André Duarte, Macedo Filho, Yann Seabra e tantos outros.


Apesar de sofrido, o desligamento do Teatro Amazonas acabou favorecendo o surgimento de uma fase próspera de produções do Gedam, que, desde então, não ficou um só ano sem estrear espetáculos. Mais amadurecida profissionalmente, Conceição Souza passou a se dedicar à manutenção de um verdadeiro repertório de espetáculos, valorizando, assim, o patrimônio coreográfico do grupo que dirige até hoje. Boa parte dessa produção se deve aos ex-integrantes, que coreografam os novos espetáculos do grupo quando estão em Manaus.


O conjunto de obra do grupo é formado pelas seguintes coreografias: Fragmentos (1987), Missa Luba (1988), Falando de Amor (1989), Ensaio Cigano (1990), Cambar (1991), Vinte Anos Antes (1991), Caleidoscópio (1992), Revoada (1992), Mosaico (1992), O Eterno Feminino (1992), Porto de Lenha (1994), Passagem das Horas (1997), todas de Conceição Souza com assistência coreográfica de Francisco Cardoso, Eliezer Rabello e André Duarte; Missa Corpo (1993), de Paulo Henrique Torres; Gestual (1996), de Marcos Veniciu; Ciclos (1997) e Resquícios (1999), ambas coreografadas por Marcelo Dantas, e Paixão (1993) e Cordel – Sonho e Sátira (2000), de Joffre Santos.


A partir de 1995, o Gedam deu inicio às suas apresentações fora do Estado, apresentando-se pela primeira vez em uma mostra competitiva, o Festival Bento em Dança, na cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. Lá, o Gedam teve a oportunidade de esquecer temporariamente as não tão boas condições para se praticar dança no Amazonas, pois conseguiu classificar Cambar em 3º lugar, merecendo, inclusive, uma matéria de página inteira em uma revista cultural gaúcha, escrita pelo coreógrafo Valério Césio, um dos organizadores do evento.


Mais amadurecido tecnicamente, o grupo retornou, em 1997, ao Bento em Dança, levando na bagagem as coreografias Ciclos, classificada para a mostra competitiva, e Passagem das Horas, para apresentação na mostra aberta. O Gedam levou ainda uma coreografia de jazz com músicas da trilha sonora do filme Hair e do grupo inglês The Beatles e mais dois solos: Dois Momentos, com Yann Seabra; e outro sem título, composto de toadas e sambas, executado por Ana Mendes. O saldo do festival acabou surpreendendo as expectativas do grupo: três medalhas de segundo lugar, uma medalha de terceiro lugar, menção honrosa e Troféu Criatividade.


De volta a Manaus, o grande feito em terras gaúchas passou desapercebido pelos demais artistas, principalmente os de linha comercial, e pelo empresariado local, ainda avesso a patrocínios. De qualquer forma, mesmo que não tenha vindo de seu local de origem, a recompensa por tantos anos de serviço à dança amazonense enfim chegou. Ela veio em 1998 sob a forma de indicação ao prêmio estímulo do Projeto Cena Aberta, gerenciado pelos Ministérios da Cultura e do Trabalho. A partir deste incentivo, o Gedam passou a ter local fixo para ensaiar e recursos financeiros para contratar professores de dança para ministrarem aulas para os membros do grupo e condições para levar a diante produções de alto custo.


Bem antes do Projeto Cena Aberta, os únicos a reconhecer o trabalho do grupo foram os organizadores do Festival da Canção de Itacoatiara (Fecani). Percebendo a importância do trabalho de difusão da dança contemporânea no Amazonas realizado por Conceição Souza, os organizadores do evento fizeram dela e do Gedam presenças obrigatórias na abertura e no encerramento do Fecani.



Fonte: Dançando Conforme a Música.

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