Bienal Internacional de Dança do Ceará

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Criada em 1997 pela necessidade de ampliar o cenário da dança contemporânea no Ceará, a Bienal Internacional de Dança do Ceará desencadeou uma série de conquistas no Estado. Uma delas foi a implantação do Colégio de Dança do Ceará, que trouxe formação gratuita para bailarinos, coreógrafos e professores por um período de quatro anos. Desde então, vários artistas cearenses passaram a frequentar a lista de nomes contemplados por editais, programas e eventos na área de dança, tais como o Itaú Cultural Rumos Dança, o Ateliê de Coreógrafos Brasileiros, a Bolsa Vitae, a Caravana Funarte, o Dança Brasil, o Fora do Eixo, a Bienal Internacional de Dança de Santos, entre outros. Seus espetáculos ocupam ainda uma boa parcela da programação da Bienal.

A função formativa é um dos traços marcantes da Bienal Internacional de Dança do Ceará, que vem ganhando cada vez mais consistência e importância, com ações que se mantêm entre um festival e outro. O evento torna-se assim um veículo agenciador de informações, encontros, intercâmbios, colaborações, parcerias, discussões e articulações, reverberando para além de sua demarcação temporal. Além de tudo, tem se mostrado importante meio de visibilidade e inclusão profissional, já que artistas locais têm a oportunidade de participar de coproduções, de serem contratados por companhias estrangeiras, de aprofundar seus conhecimentos artísticos e até de circular com seus espetáculos em outros festivais.

Desde o inicio, a Bienal Internacional de Dança do Ceará vem movimentando o universo da dança contemporânea no País durante a segunda metade do mês de outubro. Espetáculos, performances, cursos, oficinas e mesas-redondas estão entre as diversas atividades que compõem a programação do festival, que busca na pesquisa, na experimentação e no intercâmbio artístico suas prioridades. Uma das palavras de ordem do festival é democratizar. A dança cênica, em particular a dança contemporânea, traz na restrição de público um dos maiores entraves para a sua divulgação. À Bienal cabe modificar esse cenário. Ações de descentralização e interiorização, intercâmbio com outros países, incentivo e desenvolvimento de projetos de colaboração artística, além do fomento à produção de conhecimento na área da dança, são promovidos durante o evento na constante luta por esse objetivo.

Por isso, a cada edição o festival se dissemina mais. Cresce mais. Tanto que em 2008, foi organizada a Bienal Internacional de Dança do Ceará/De Par Em Par. Os que eram projetos formativos nos anos pares deram origem a um evento maior, mas ainda com a mesma meta. Desde então, o período formaliza o compromisso do Festival, que acontece nos anos ímpares, em atender a demanda dos profissionais da dança no Ceará por ações continuadas na área de formação. O Encontro Terceira Margem, criado ainda em 2008, é ponto alto da programação.

No caso da programação artística, a seleção da curadoria tem foco em trabalhos que priorizem a pesquisa, a experimentação e o intercâmbio entre os continentes. Toda a programação de espetáculos e de atividades formativa é gratuita. As atividades ocorrem em Fortaleza, bairros periféricos e no interior do estado, nas cidades de Sobral e Cariri. A Bienal Internacional de dança do Ceará é um excelente espaço de observação de obras artísticas de dança cearense. Apresentam-se artistas experientes e temos, ainda, a possibilidade de assistir a mostra Nova Cena, que conta com a presença de jovens criadores. Proporcionando, desse modo, o encontro de três gerações de artistas que vêm construindo o ambiente da dança contemporânea local.

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